Escalhão, aldeia do Concelho
de Figueira de Castelo Rodrigo, situada no extremo Nordeste da Beira Alta,
foi uma das maiores aldeias do país e a mais populosa, agrícola e comercial
do distrito da Guarda.
D.João IV concedeu-lhe foral
e levou-a à categoria de vila em 1650, em reconhecimento do heroísmo dos
seus habitantes na Guerra da Restauração. Do seu passado davam testemunho os
restos de um castelo medieval, ali mandado construir pelo Rei D.Dinis em
1310,sobre as ruínas de um castro lusitano-romano. Nos limites da freguesia
existe ainda uma ponte romana (sobre a Ribeira de Aguiar) e troços de
calçada da antiga via que vinda de Castelo Rodrigo, seguia para Astorga.
A sua grandiosa Igreja
Matriz cuja frontaria e torre de relógio se crê serem sobrevivência da
medieval fortaleza, possuí valiosas pinturas murais (sacristia) e
riquíssimos altares de talha dourada.
A sua principal actividade é
a agricultura e tem como principais produções o azeite, a azeitona de
conserva, a amêndoa e o vinho.
Diz-se que a palavra
“Escalhão” terá vindo do vocábulo “Secalhão” pelo facto de ser uma terra
muito árida e estéril. No entanto depois do desenvolvimento da arborização,
desbravamento de terrenos incultos, arroteamento da extensa “Devesa” deu
lugar a uma terra fértil e mimosa que produz actualmente abundantes e
variados frutos.
O património cultural desta
região é invejável, vai desde o património arquitectónico (o popular, o
religioso e o tradicional), às tradições etnográficas (romarias, festas e
música tradicional), ao artesanato (trabalhos de madeira, latoaria,
tecelagem de lã, rendas…) à gastronomia (o cabrito e o borrego assados, os
enchidos e a doçaria ,com os tão afamados “Biscoitos de Escalhão” únicos no
país.